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Primeiras impressões – Preacher, a série em comparação com a HQ

Preacher, a série da AMC estrelada por Dominic Cooper, é uma adaptação dos quadrinhos criado por Garth Ennis e Steve Dillon para a linha Vertigo da DC comics.

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Preacher conta a história do Pastor Jesse Custer, que após ser “possuído” (nem sei se essa seria a palavra correta) por uma força misteriosa (que quem já leu os quadrinhos sabe qual é) desenvolve a habilidade de fazer as pessoas obedecerem as suas ordens, a palavra de Deus.

Junto com sua antiga namorada Tulipa (ou Tulip pra vc que é hispter é quer chamar pelo nome original) e seu desajustado amigo Cassidy eles vão se meter em altas confusões tentando encontrar Deus pra cobrar dele explicações. Sim, essa pelo menos é a premissa dos quadrinhos, e justamente nesse ponto, como fã do quadrinho é que vou fazer esse post com as minhas impressões da série.

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“Ain, mas não é justo comparar, são mídias diferentes, nada a ver fazer isso”

Foda-se, vou fazer mesmo assim. Ah, e se achou que eu dizer “Foda-se” muito ofensivo, então você realmente não é o público alvo de Preacher, ou é exatamente o público que a série de TV quer atingir, não sei, ainda é um pouco precipitado dizer isso, então vamos aguardar mais um pouco pra ver que rumo a série vai tomar.

Mas então, voltando a comparação básica aqui, vamos aos pontos que não me agradaram na série e que provavelmente teriam passado batido se eu já não tivesse lido os quadrinhos. Primeiro de tudo, o visual do Pastor na figura do Dominic Cooper, ficou um Jesse Custer moderninho demais pra mim, mas beleza, isso é até irrelevante, picuinha minha mesmo eu admito, agora o fato de tanto o Jesse Custer como a Tulipa serem guerreiros super sayajins altamente fodões que derrotam diversos  adversários de uma vez com a maior naturalidade do mundo, isso sim me incomodou de verdade. Nos quadrinhos quando o Jesse dá uma de doido no bar ele toma uma surra e acorda no dia seguinte todo vomitado do lado de fora do bar. Simples assim. Ele é só um humano comum, não uma maquina de combate.

Alias, os 3 principais ali parecem super combatentes e o foco na ação física nunca foi o forte do trio. A gente até entende o Cassidy, por ser o que ele é, ser bom de briga (sim amiguinhos, vocês já adivinharam o que ele é né?), mas exageraram no tom. Parece que tudo tem que ser muito overpower no inicio já da série.

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Outra coisa é já jogarem personagens demais tudo no primeiro episódio, e o que mais me desagradou nisso foi já terem introduzido logo de primeira o Cara de Cu. Porra!! Seria bem legal ver todo o desenvolvimento da historia dele num episódio próprio pra isso, com um tom bem menos alegre do que aquele em que ele foi mostrado, mas até ai eu posso estar falando besteira e pode ter um episódio só pra mostrar a “origem” dele, nada impede que façam isso, mas já perdeu um fator de surpresa interessante, e eu também não acho que conseguiriam levar o mesmo clima pessimista da HQ pra série ao contar o porque o Cara De Cu acabou ficando daquele jeito.

E pra finalizar meu mimimi de hipster dos quadrinhos, achei que os roteiristas poderiam ter sido mais corajosos em alguns pontos, na hora que a entidade chega na igreja e entra no Jesse Custer nos quadrinhos vemos que a igreja está lotada e aquilo causa uma explosão em que morrem cerca de 200 pessoas. Na série nem quando a entidade possui o primeiro cara na igreja na Africa nada aconteceu (tirando o cara explodir é claro), mas ai faltou coragem, o fato justamente das pessoas morrerem é que colocou a policia no encalço do Pastor e eles foram obrigados a fugir vagando pelo Texas.

Na série nada disso acontece e parece que ele vai ficar parando na cidadezinha por enquanto resolvendo casos da semana, não era pra ele ter “renovado” a fé dele em ser um pastor, ela pra ele estar puto com Deus indo atras de repostas. Claro que de novo, já fazendo um mea culpa aqui, essa pode ser um premissa a ser seguida, a gente se apegar ao povo ali e explodirem tudo pra ele ter mais razão de ficar puto, mas novamente, duvido que tenham essa coragem.

Espero que o Cara de Cu fique mais parecido com a imagem a esquerda no decorrer da série.

Enfim, esses foram os que ponto que não curti, mas tudo isso porque estou justamente analisando e comparando com uma obra que já é foda e é um dos meu quadrinhos preferidos. Provavelmente se eu não tivesse lido e gostando tanto da hq eu não teria nenhum desses problemas. Não vou dizer que odiei esse primeiro episódio, eu já não tinha esperança que fosse sair algo foda mesmo, mas em algum lugar eu tinha a esperança de que eu pudesse ser surpreendido, mas não foi dessa vez.

Falando do primeiro episódio em si, acredito que seja uma porta de entrada interessante para quem queira conhecer o mundo de Preacher, foi só o primeiro episódio e a série pode mostrar coisas interessantes, por enquanto eu não fiquei impressionado, mas acredito que muita gente tenha gostado, gente menos chata que eu e tal, portando assistam, tirem suas próprias conclusões e se quiserem ver o verdadeiro Preacher, vão ler os quadrinhos  seu putos.

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Sobre Oni

Especialista em compras compulsivas. Mestre em largar jogos pela metade. Doutor em Leitura de livros com figuras. Príncipe em assistir séries pela metade . Rei da procrastinação. Deus do meu mundo.

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