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Love – Uma série sobre amor ou quase isso

Love é uma série original da Netflix, e conforme o próprio nome já deixa claro, fala sobre amor. A história começa nos mostrando Gus, um nerd caxias, se separando da sua namorada, ou melhor, ela forçando uma separação porque ele é grudento, certinho e chato demais. Para em seguida Mostrar Mickey, uma garota descolada, que também está terminando seu relacionamento com um cara que só aparece quando quer, não quer nada da vida e vive como se fosse uma criança mimada.

love serie

Após esse primeiro vislumbre inicial da vida dos dois, vamos um pouco para o futuro onde eles se encontram e dai começam a desenvolver uma relação. E quando digo relação não digo um namoro, mas uma relação em si sendo construída entre os dois, de se conhecerem e tal. Love é um série que joga na sua cara diversas situações desagradáveis e que não tenta minimizar ou resolver isso de forma fácil, as coisas só acontecem tal qual como na vida real, ou seja, não há uma resolução bacana, apenas constrangedora e temos que conviver com ela.

Aqui vale algumas explicações a respeito do teor da série, apesar de ser uma série de comédia, não é o tipo de humor que estamos tão acostumados aqui no Brasil, é um humor mais de você se sentir incomodado, de tratar assuntos delicados, tristes ou mesmo vexatórios com um humor ácido, você não dá gargalhadas das piadas, você inclusive se incomoda com muitas situações mostradas, principalmente ao se identificar com algumas delas, e com certeza muita gente vai se identificar com várias.

A história parece começar de forma clichê, o nerdão bobão se apaixona pela garota descolada que só sabe meter os pés pelas mãos, se relacionando com caras que são verdadeiros idiotas. Ai você acha que eles vão superar isso e ficar juntos e felizes para sempre. Bom, não é assim que acontece. Mais do que tudo. o que vai dificultar e atrapalhar a vida dos dois é justamente suas personalidades, não só por serem conflitantes, mas por serem pessoas com ideias e comportamentos tão diferentes que não teria como um relacionamento entre os dois ser algo normal e fácil de acontecer.

love filme

Durante os 5 primeiros episódios eu fiquei ali claramente acompanhando a trajetória de ambos e “torcendo” para o Gus conseguir ficar junto com a Mickey, porque até aquele momento ele parecia ser o “mocinho” da história, e não que a Mickey fosse a vilã, era mais questão de pensar “Porra mina, tem um cara todo bonzinho ai querendo algo sério contigo. Porque você não dá uma chance pra ele ao invés de ficar saindo com esse monte de idiota que não dá a mínima pra você?”, e nisso aqui já faço um mea culpa sobre isso vir como parte de um sentimento meu mesmo, como eu disse, Mickey estava na dela, ela não tinha obrigação nenhuma de dar qualquer tipo de chance só porque o Gus parecia ser um cara legal ou qualquer coisas do tipo. Mas enfim, já estou pensando demais aqui, deixa eu retomar a linha de pensamento.

Do meio pra frente você acaba notando que da mesma forma que a Mickey faz algumas merdas, o Gus acaba fazendo algumas até piores. Sem saberem direito como agir, ambos acabam fazendo cagadas que vão afastando um do outro cada vez mais. E ambos não sabem abrir mão, não sabem ceder em nome de algo maior, são só pessoas normais, mais preocupadas com elas mesmas do que com qualquer outra coisa. E na segunda metade do seriado eu parei de torcer pra qualquer um lados e só fiquei aguardando o desfecho e vendo como aquela história iria terminar.

love projeto supremo

Eu gostei de como toda a história foi conduzida e fazia tempo que uma série com esse tema não me chamava atenção, tava tudo clichê demais, Love me lembrou um pouco o filme 500 dias com ela, só que o seriado é bem menos romantizado que o filme. Embora eu goste bastante de 500 dias com ela e ele me passe uma mensagem bacana, ainda sinto que as coisas ali são bonitinhas e ajeitadinhas demais, Love não sofre desse mesmo problema, ele é mais cru e desagradável, exatamente como tem que ser.

A série é dividida em 10 episódios com duração de aproximadamente 30 minutos cada um. Ela tem um ritmo bacana e o desenvolvimento dos personagens é muito bem feito. Os dois protagonistas são “idiotas”, que isso já fique claro, cada um a sua maneira e da forma estereotipada que uma série de humor exige, mas não foge muito disso, ambos são problemáticos e cheios de defeitos. Por mais que no inicio da série alguém possa achar que um está mais certo ou é mais legal que o outro, durante o desenvolvimento da história vemos o quão simplesmente humanos os dois são. E nisso é que está a parte legal do seriado, claro, são personagens fictícios e coisas demais acontecem com eles, mas a personalidade e os acontecimentos mostrados ali fogem da tradicional pieguice romântica, tudo é sempre mostrado com uma aura pessimista e mais condizente com a realidade.

 

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Sobre Oni

Especialista em compras compulsivas. Mestre em largar jogos pela metade. Doutor em Leitura de livros com figuras. Príncipe em assistir séries pela metade . Rei da procrastinação. Deus do meu mundo.

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