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Visões sobre Star Wars: O despertar da força.

Meu pai me deixou de herança gostos bem específicos, sejam por filmes, HQs ou personagens. Em se tratando de filmes meu pai era fã desde Ben-Hur, Duna, Flash Gordon, Jesus Cristo Super Star a Star Wars – portanto eu virei fã antes mesmo de entender direito sobre o que esses filmes falavam.

Meu pai era um colecionador nato, colecionava desde álbuns de figurinhas, quadrinhos, livros e LPs. Toda trilha sonora que ele gostava muito dava um jeito de ter em LP e revirava o mundo até tê-la. Ele tinha o hábito (um doce costume) de colocar as trilhas sonoras para tocar e me contar a história do filme a qual ela pertencia, com todos os detalhes que ela podia ter. Eu acabava “escutando” o filme embalada pela sua trilha aos olhos daquilo que meu pai elegia como sendo a sua versão da história.

Conforme eu cresci (não lá muita coisa) eu vi e revi diversas vezes esses filmes, algumas com meu pai ainda (outro doce costume) e outras sem ele. Amar esses símbolos fazem parte de um legado – e me orgulho disso, é quase me auto intitular nerd de raiz! Star Wars faz parte desse legado.

Star wars Rey BB-8

Confesso que fui assistir ao filme com expectativas altas, coisa que não faço a muito tempo (uma questão de sobrevivência). Assistir qualquer coisa esperando um retorno positivo é um grande risco – quer ser feliz? Assista a um filme com a mesma expectativa de estar vendo uma propaganda de margarina. Mas era um legado, não tinha como ser diferente.

Star Wars – o Despertar da Força não me decepcionou. A sensação que fiquei logo após a sessão terminar foi de roteirista – minha versão das continuações ficaram brotando durante horas. Se nenhuma versão minha estiver correta vou filmar tudo no meu quintal e pronto – porque eu acho que estou certa e ponto final (viu, Oni!).

Gostei da escolha dos protagonistas – Rey (Daisy Ridley) e Finn (John Boyega), a luz que chega de onde menos se espera: uma catadora de lixo e um desertor! Sensacional isso, é até messiânico, da lama se chega a redenção.

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Atores carismáticos, atitudes que crescem com o filme. Escolha perfeita que tende a dar bons frutos. Outra grande escolha foi a construção do droide BB-8! Cara, esse já nasceu ícone. Corajoso, destemido, divertido – quero um para mim plantado no meu quintal.

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Outro personagem que eu adorei (e deve ter sido só eu, o que me agrada ainda mais) é Kylo Ren (Adam Driver). A escolha do ator para compor esse novo vilão foi perfeita – a beleza bizarra de Adam Driver só somou a construção de um vilão solitário, destroçado (como ele mesmo diz), em luta constante consigo mesmo, que teme a luz como qualquer cidadão de bem temeria a escuridão. A impressão que Ren passa é que a luz o fere, e o machuca tanto que a escuridão não é uma escolha, é um remédio para essa dor. O figurino de Kylo Ren é lindíssimo e também solitário – quase que um carma que ele mesmo escolhe carregar (e sim, eu tenho afeição por vilões caso alguém fique com dúvidas).

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O filme gira em torno do sentimento de irmandade: Rey e Finn, Han Solo e Léia, Han Solo e Chewbacca, a resistência e seu seguidores. Continuar juntos mesmo que tudo conspire para o contrário. A cena da morte de Han Solo mostra bem isso – a revolta de Chewbacca logo após Solo ser morto, detonando as bombas por eles plantadas, foi um dos pontos mais bonitos do filme, o amor de irmãos.

O filme deixa várias pontas soltas (muitas pontas mesmo), o que é bacana porque pude ficar horas bolando teorias para amarrá-las. Foram tantas teorias que quase chego a me envergonhar. Vamos a algumas: Rey e Finn são as crianças jedis que Luke treinava. Isso pode ser comprovado pelo sentimento de irmandade que ligava ambos, pelo conhecimento com o sabre de luz, pelas visões de Rey ao tocá-lo (ela recordando ter sido separada em determinado momento da infância), pelo despertar de Finn (ele não só desertou, ele despertou para outra realidade) e pela fala de Ren quando já sabia que o traidor era o stormtrooper FN-2187 (até parece que ele iria saber sobre toda ralé de stormtrooper do Império, né).

Outra teoria (essa é absurda, mas é tão legal que eu me divirto só de pensar): Rey sempre foi a escolhida, não Luke. Anakin era visto como o escolhido mas foi confundido porque ele era o escolhido que traria o escolhido, na verdade (já que era pai de Luke). Luke também foi visto como escolhido, mas na verdade ele é o escolhido para treinar a escolhida (Rey). Isso é um absurdo, não? Eu fico rindo só de repetir essa teoria, é muito boa!

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Saldo final do filme: eu me diverti. Ele diverte na hora e diverte depois que passa já que dá margem para mil planos infalíveis que espero que eu veja filmado algum dia. Star Wars faz parte de um legado não só meu, mas de milhares de fãs que, com certeza, devem ter se emocionado por ver novamente uma parte de sua própria história retornar.

Dani…*

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